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Gilson Kleina na Ponte Preta: Técnico assume após demissão e greve

Por Redação FutPonte em 29/08/2026 00:57

Gilson Kleina está de volta ao Moisés Lucarelli. Em sua sexta passagem pela comissão técnica da Ponte Preta, o experiente treinador assume o cargo com a urgência de evitar o rebaixamento da equipe na Série B do Campeonato Brasileiro. A contratação ocorreu de forma extremamente ágil, sendo sacramentada em menos de 48 horas após a vaga ficar em aberto.

A chegada do novo comandante acontece em um cenário de extrema instabilidade interna. O elenco profissional decidiu paralisar suas atividades diárias, esvaziando por completo o Centro de Treinamento do Jardim Eulina. Esse protesto do grupo de atletas foi o estopim que culminou na saída de seu antecessor imediato.

Márcio Zanardi decidiu entregar o cargo de treinador da Macaca nesta mesma semana. O profissional, que chegou a cogitar trabalhar exclusivamente nas divisões de base do clube devido ao extremo desgaste emocional e operacional, não resisteu às condições precárias de trabalho e à falta de garantias financeiras.

Os bastidores da saída de Márcio Zanardi e a paralisação no elenco

A insatisfação do grupo de jogadores já havia sido externada publicamente antes da greve. Por meio de um manifesto conjunto nas redes sociais, os atletas denunciaram atrasos de até seis meses no pagamento de salários e direitos de imagem. No texto, a postura da diretoria foi classificada abertamente como de "abandono".

A situação dos bastidores é ainda mais grave no setor administrativo e operacional. Relatos internos apontam que diversos funcionários da agremiação paulista estão sem receber seus vencimentos há mais de doze meses. Diante deste cenário de terra arrasada, os jogadores definem o momento atual como um verdadeiro "abandono institucional".

O estopim para a saída de Zanardi ocorreu após o empate em 1 a 1 contra o Náutico, válido pela 22ª rodada da Série B. Na ocasião, o ex-treinador expôs publicamente as carências estruturais do departamento de futebol. Em seu desabafo, ele listou a ausência de insumos básicos para o dia a dia dos atletas.

Aspecto Analisado Situação Relatada no Clube
Atrasos com Jogadores Até seis meses de salários e direitos de imagem pendentes
Atrasos com Funcionários Mais de um ano sem receber vencimentos
Infraestrutura Ausente Fisioterapeuta, piscina de gelo, maca e equipamentos de GPS
Necessidade de Aporte (SAF) Estimada em R$ 1 bilhão para evitar o encerramento das atividades

A polêmica declaração de R$ 1 bilhão e a falta de estrutura na Ponte Preta

Em sua última entrevista coletiva marcante, Zanardi não poupou palavras para definir a urgência de uma transformação financeira profunda na instituição fundada em 1900, uma das mais tradicionais do futebol nacional. O técnico disparou: "O clube precisa de R$ 1 bilhão, senão vai fechar".

Além de clamar pela necessidade urgente de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) bilionária, o ex-comandante detalhou a precariedade do CT do Jardim Eulina. Suas palavras revelaram que a Macaca carece de ferramentas fundamentais para a preparação esportiva profissional: "A Ponte não tem fisioterapeuta, não tem piscina de gelo, não tem maca, não tem GPS, nada".

Agora, cabe a Gilson Kleina blindar o vestiário e buscar pontos cruciais para manter o clube na segunda divisão nacional. Resta saber se a identificação histórica do treinador com a torcida pontepretana será suficiente para superar as pesadas restrições financeiras e a falta de infraestrutura que assolam o dia a dia da equipe de Campinas.

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