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Ponte Preta Sofre com Arquibancadas Vazias e Queda de Público na Série B

Por Redação FutPonte em 18/08/2026 09:43

O colapso estrutural da Ponte Preta atingiu um patamar alarmante, ultrapassando os limites das quatro linhas. Nos bastidores, a agremiação enfrenta uma realidade financeira asfixiante, caracterizada por vencimentos atrasados, bloqueios judiciais frequentes, processos trabalhistas acumulados e a punição do transfer ban, que impede o registro de novos atletas para reforçar o elenco.

Após o empate por 1 a 1 contra o Náutico, o comandante Márcio Zanardi foi enfático ao avaliar o panorama administrativo do clube paulista. O técnico ressaltou a urgência de transformações profundas para garantir a sobrevivência da instituição esportiva.

"O clube precisa de dinheiro, precisa virar SAF, senão vai fechar. Isso é realidade, independentemente de A, B ou C. Precisa de estrutura, investir em pessoas e fazer com que as coisas possam caminhar para um cenário melhor" disse Zanardi.

O treinador ainda expôs as dificuldades diárias enfrentadas pelos profissionais e funcionários do clube, evidenciando o impacto humano do atual cenário administrativo:

"Não é só salário. São as condições. As condições estão aí, o CT precisando de campo. Se a gente está sem salário, precisando, imagina o segurança, a tia da cozinha. Estamos jogando por eles também."

Como o Desempenho Esportivo Empurra a Ponte Preta para a Série C

Dentro de campo, o reflexo dessa desorganização institucional cobra um preço histórico. A equipe alvinegra amarga uma sequência incômoda de 16 partidas sem somar três pontos na tabela de classificação. Trata-se da segunda pior marca de jejum de vitórias na história da Série B, superada apenas pela sequência negativa de 19 jogos registrada pelo ABC na temporada de 2015.

Atualmente, a Macaca ocupa a lanterna isolada do torneio nacional, somando apenas 10 pontos conquistados ao longo de 22 rodadas disputadas. A distância para alcançar o Ceará, primeiro clube posicionado fora da zona de rebaixamento, já atinge a marca de 15 pontos. Esse retrospecto negativo eleva as probabilidades de queda para a Série C a impressionantes 99,9%, de acordo com projeções estatísticas.

Esvaziamento do Moisés Lucarelli: Torcida se Afasta do Estádio

Como consequência natural desse cenário de insucessos, as arquibancadas do Moisés Lucarelli começam a refletir o cansaço do torcedor pontepretano. Nos últimos cinco compromissos como mandante, a média de público pagante despencou para apenas 1.745 espectadores por partida.

Este número contrasta fortemente com o engajamento registrado no início da competição nacional. Nos primeiros quatro duelos realizados em Campinas, a média de torcedores presentes era de 4.338 pessoas. A perda drástica de público evidencia o distanciamento da torcida diante da falta de perspectivas de reação.

Os registros das partidas mais recentes em casa confirmam a tendência de esvaziamento. O clube atraiu apenas 1.483 pagantes contra o Novorizontino, 1.507 diante do Criciúma, 1.933 no confronto com o Goiás, 1.877 contra o Athletic-MG e 1.929 no último compromisso diante do Náutico.

Histórico de Público da Ponte Preta Como Mandante na Série B

Para compreender a evolução do afastamento do público, é possível analisar o borderô detalhado de cada um dos 12 jogos disputados pela Ponte Preta em seu estádio nesta edição do campeonato:

Adversário Público Presente
Ceará 4.057
Vila Nova 4.139
América-MG 4.353
Sport 4.803
Londrina 2.843
Botafogo-SP 2.046
Cuiabá 2.381
Novorizontino 1.483
Criciúma 1.507
Goiás 1.933
Athletic-MG 1.877
Náutico 1.929

Sem tempo para lamentações, o elenco pontepretano precisa buscar forças para tentar iniciar uma recuperação sob forte pressão externa. O próximo compromisso da equipe está agendado para esta quarta-feira, às 20h30, quando enfrenta o Vila Nova em Goiânia, em duelo válido pela 23ª rodada da Série B.

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