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Ponte Preta sofre pior goleada de sua historia para o Vila Nova na Serie B
Por Redação FutPonte em 20/08/2026 16:28
A Ponte Preta registrou um dos capítulos mais sombrios de sua trajetória recente na Série B do Campeonato Brasileiro. No confronto diante do Vila Nova, realizado no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga perante um público superior a nove mil torcedores, a equipe campineira foi completamente dominada e sofreu uma derrota acachapante por 6 a 0. O revés elástico consolidou o oponente goiano como o ataque mais produtivo do torneio nacional, atingindo a marca de 35 tentos assinalados, enquanto manteve a Macaca estagnada na última colocação da tabela de classificação.
A fragilidade defensiva da Ponte Preta ficou evidente desde os primeiros minutos, resultando em uma divisão exata de gols sofridos em cada etapa da partida. Durante o primeiro período, a meta alvinegra foi vencida por Janderson, André Luiz e Marquinhos Gabriel. No tempo complementar, o desastre foi consolidado com tentos de Dudu, Everton Galdino e Willian Formiga. A passividade demonstrada em campo reflete o momento técnico delicado que o clube atravessa.
| Autor do Gol do Adversário | Etapa da Partida |
|---|---|
| Janderson | Primeiro Tempo |
| André Luiz | Primeiro Tempo |
| Marquinhos Gabriel | Primeiro Tempo |
| Dudu | Segundo Tempo |
| Everton Galdino | Segundo Tempo |
| Willian Formiga | Segundo Tempo |
Apesar da superioridade incontestável demonstrada dentro das quatro linhas, o comandante do clube goiano, Guto Ferreira, adotou uma postura ponderada ao avaliar o resultado acachapante que afundou ainda mais a Ponte Preta . Em entrevista coletiva, o técnico buscou conter o clima de euforia ao declarar: ?Não foi nossa intenção humilhar ninguém, apenas jogamos nosso futebol?. Enquanto o adversário se projeta para enfrentar o Operário em Ponta Grossa, no Estádio Germano Krüger, a Macaca precisa lidar com as consequências imediatas do desastre tático apresentado.
Vexame histórico deixa a Ponte Preta na lanterna absoluta
Enquanto a Ponte Preta demonstra paralisia diante de seus resultados negativos, outros concorrentes diretos buscam soluções drásticas nos bastidores. O Goiás, por exemplo, acertou a contratação temporária do atacante Felipe Clemente, destaque do Gama na Série D, que já acumula 21 gols na temporada atual. O atleta de 27 anos era cobiçado por agremiações tradicionais como Sport e Náutico, mas acabou optando pelo projeto esmeraldino até o término deste ano, com possibilidade de renovação para o ciclo de 2027.
Para viabilizar a utilização do novo reforço e tentar solucionar a falta de efetividade de seu ataque, que contava sem sucesso com Anselmo Ramon e Cadu Mineiro, a diretoria do Goiás precisará resolver pendências financeiras urgentes. O clube enfrenta uma punição de transferência imposta pela entidade máxima do futebol mundial devido a débitos referentes ao meio-campista Jonny Lucas. A expectativa é que um aporte financeiro de 20 milhões de reais, obtido via empréstimo bancário, seja utilizado para liquidar essa pendência com a Fifa e regularizar os vencimentos de atletas e funcionários.
A gestão técnica do Goiás, atualmente na 11ª posição e buscando aproximação com os seis melhores do torneio, também apresenta decisões controversas que dividem opiniões. O treinador Mozart Santos optou por manter o goleiro Tadeu, referência do elenco, no banco de reservas após sua recuperação cirúrgica, priorizando a titularidade de Thiago Rodrigues. Adicionalmente, o comandante demonstrou cautela ao discutir a utilização de Wellington Rato: ?Em relação à Wellington Rato, estamos entendendo que, progressivamente vamos colocando o jogador em campo. Só preciso entender onde o atleta pode render mais?. O time goiano terá pela frente o Cuiabá na Arena Pantanal, enquanto aguarda a transição física de Lucas Rodrigues e Pedrinho.
Adversários se movimentam no mercado de transferências
Outro clube da região que enfrenta oscilações é o Atlético, sob a liderança técnica de Roger Silva. Após um período inicial de invencibilidade, o treinador admitiu os primeiros problemas coletivos, apontando falhas na articulação do setor de meio de campo e na eficiência ofensiva da equipe, que não conquista um triunfo há três compromissos consecutivos e viu o rendimento cair após a chegada de novas peças.
| Estatística (Roger Silva) | Desempenho no Atlético |
|---|---|
| Jogos Disputados | 7 |
| Vitórias | 3 |
| Empates | 3 |
| Derrotas | 1 |
| Aproveitamento | 57,15% |
O cenário atual evidencia um erro estratégico recorrente no planejamento de diversas equipes da competição, que postergam contratações cruciais para o meio do ano. Tanto o Vila Nova quanto o Atlético integraram entre oito e dez novos nomes em seus elencos durante o período de transferências de julho, enfrentando dificuldades naturais de entrosamento tático. A exceção financeira fica por conta do Goiás, que limitou suas contratações pontuais ao lateral Marcos Vinícius, ex-Chapecoense, e ao atacante Felipe Clemente.
O mercado disputado também foi comentado por Hélio dos Anjos, técnico do Náutico, que lamentou a perda de Clemente para o concorrente goiano devido a limitações financeiras. O treinador destacou: ?Clemente é um jogador interessante, pena que o Náutico não tenha condições de concorrer com os outros dois times interessados no jogador?. Esse cenário de movimentação intensa escancara a passividade da Ponte Preta , que assiste à evolução e reestruturação de seus rivais enquanto permanece estagnada na lanterna da competição, sem esboçar reação após o golpe sofrido em Goiânia.
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