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Ponte Preta enfrenta atrasos salariais e desafios na base, afetando o desempenho em campo.

Por Redação FutPonte em 14/01/2026 13:23

O início de ano para a Ponte Preta tem sido marcado por adversidades que se estendem para além das quatro linhas. Enquanto o time sub-20 se prepara para a terceira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior, enfrentando o Cruzeiro, a realidade nos bastidores revela um cenário de instabilidade que afeta tanto as categorias de base quanto o elenco principal.

Informações veiculadas por Elias Aredes, da Rádio Brasil de Campinas, e corroboradas por outros veículos de comunicação, apontam que jogadores, comissão técnica e funcionários das categorias de base do clube acumulam um atraso salarial de oito meses. A diretoria do clube não ofereceu pronunciamento oficial sobre o assunto até o momento da publicação desta matéria.

Desafios Financeiros e Impacto na Base

Em meio a um contexto de restrições orçamentárias, que incluem uma redução de 30% nos departamentos anunciada em dezembro, a delegação da base viajou para a Copinha com um contingente reduzido. Apesar das dificuldades, o desempenho em campo tem demonstrado resiliência e superação.

Após a segunda rodada da fase de grupos, a equipe sub-20 viu seus principais talentos serem convocados às pressas para suprir a carência de opções no time profissional. Mesmo assim, o time assegurou 100% de aproveitamento na primeira fase e avançou de forma dramática à etapa seguinte, após garantir a classificação nos pênaltis contra a Francana, buscando o empate nos momentos finais da partida.

Ponte Preta enfrenta atrasos salariais e desafios na base, afetando o desempenho em campo.
Foto: (Divulgação)

Instabilidade no Elenco Principal e Punições

A situação precária da base é um reflexo da instabilidade mais ampla que assola o clube. No futebol profissional, a Ponte Preta lida com duas sanções de transfer ban: uma oriunda da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e outra imposta pela FIFA. Esta última, relacionada a uma dívida de aproximadamente 110 mil dólares (cerca de R$ 592 mil), referente ao mecanismo de solidariedade, está em vigor desde setembro.

Até o momento, o técnico Marcelo Fernandes tem sido o único porta-voz oficial do clube a abordar publicamente a questão. Ele mencionou que a diretoria informou sobre entraves burocráticos para a liberação dos reforços, prevendo que a situação seria resolvida a tempo da segunda rodada do estadual, o que não ocorreu.

Após a derrota para o Corinthians na Neo Química Arena, o treinador reiterou a esperança de regularização, mas expressou apreensão com a continuidade do trabalho. "A Ponte, se não conseguir pagar o transfer ban, vai ser bem difícil continuar com essa molecada e esses guerreiros", declarou.

Redução do Elenco e Recurso a Jovens da Base

Nos últimos dias, o elenco profissional sofreu novas baixas. O lateral-direito Bryan Borges e o volante Pedro Martins deixaram o clube sem sequer estrear. O meia Serginho, um dos remanescentes da conquista da Série C, foi emprestado ao North-MG um dia após sua participação na derrota por 3 a 0 contra o Corinthians, na abertura do Campeonato Paulista.

Na ocasião, Serginho foi a única exceção em um banco de reservas composto majoritariamente por atletas da base. Atualmente, a Ponte possui apenas 10 jogadores inscritos na lista principal do estadual, número que sobe para 11 com a adição do lateral Gabriel Braga, também formado nas categorias de base.

Sem a possibilidade de registrar os reforços que continuam treinando no clube ? incluindo o goleiro Thiago Coelho, os zagueiros David Braz, Lucas Cunha e Walisson Maia, o volante Tárik, o meia Cristiano e os atacantes Herbert e Vitor Pernambucano ?, a equipe alvinegra precisará novamente recorrer aos jovens para compor o elenco no confronto contra o Velo Clube, nesta quarta-feira, no Moisés Lucarelli.

O novo prazo interno estabelecido pela diretoria para a resolução da situação é até sábado, data do jogo contra o Capivariano, pela terceira rodada do Paulistão. Enquanto isso, tanto o time profissional quanto as categorias de base seguem imersos em um ambiente de incerteza fora de campo, buscando manter a competitividade dentro dele.

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